Foi quando eu não quis nem olhar na tua cara,
Foi quando suas palavras soaram vazias e mesquinhas,
Foi quando eu chorei ardentemente em meio a tanta gente feliz, naquela confusão toda de bebidas e tristeza disfarçada.
Não dava mesmo pra disfarçar, eu havia quebrado ali mesmo.
...
Nem o abraço que eu recebi naquela noite da única pessoa que poderia me acalmar ali, nem o beijo no rosto cheio de carinho daquela amiga querida, nada poderia juntar os nossos pedaços.
Nós havíamos quebrado mesmo.
Havia cacos de vidro da nossa amizade ridícula espalhados por todo lugar.
Havia cacos de vidro em minhas mãos, prontos pra serem desdenhosamente arremessados pela janela.
...
Nós já quebramos uma vez.
Por que eu sempre quebro coisas de vidro, por que você também não pode lidar com essas coisas frágeis.
Ainda bem que agora nossa amizade é de plástico: Colorida e dura igual àqueles copos que estão no armário, e, não transparente e sensível como todos os copos de vidro.
Nossa amizade quebrada a gente varreu pra baixo de algum lugar e deixou lá.
Mayara
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